Discípulos de Cristo Jesus

Vivendo Para a Glória de Deus!

A vida cristã deve ser vivida para a glória de Deus somente. Em tudo o que nos empenhamos e fazemos devemos procurar a glória de Deus. Paulo chegou a dizer que até mesmo as coisas mais curriqueiras da vida como o beber e o comer devem ser feitos para a glória de Deus (1Co 10.31).

Nenhum de nós viveremos na plenitude se não vivermos voltados para a glória de Deus. Pois, a plenitude da vida está em viver para a glória de Deus. A glória de Deus produzirá a verdadeira vida plena de satisfação em Deus.

O pastor e escritor John Piper foi feliz quando afirmou que Deus é mais glorificado em nós quanto mais nos alegramos Nele. A glória de Deus e nossa alegria são faces de uma mesma moeda. Quando procuramos verdadeira satisfação vislumbramos e refletiremos a glória de Deus. Pois, a verdadeira alegria resulta na contemplação apaixonada do único ser no universo que tem toda a glória e beleza. A contemplação da beleza de Deus nos deixa encantados e sobressaltados ante inenarrável resplendor.

O Breve Catecismo de Westminster indaga: Qual o fim principal de todo o homem? Ele mesmo responde: O fim principal de todo homem é glorificar a Deus e se alegrar Nele para sempre.

A nossa alegria e a glória de Deus é o propósito de Deus para nossas vidas e o alvo da vida cristã. Toda a plenitude da vida cristã se resume na contemplação do Ser eterno de Deus na Pessoa maravilhosa de Cristo Jesus pela obra persuadora e renovadora do Espírito Santo.

Soli Deo Gloria!

domingo, abril 22, 2012

JESUS TINHA 50% SANGUE DE MARIA E 50% SANGUE DE DEUS?


Resposta à uma pergunta feita no Facebook. 

Raphael Pereira: Querido, pergunto: O sangue de JESUS ERA O MESMO DE MARIA SUA MÃE, Se ERA COMO PÔDE JESUS SER SANTO?

Lúcio DE Jesus Bom, segundo o judaísmo o sangue é só do pai. Pela ciência é 50% do pai e 50% da mãe. Esta afirmação faz sentido a Jesus, pois na totalidade do seu ser ele era 100% homem e 100% Deus. Trazendo para os números matemáticos do seu sangue: 50 % é sangue divino e 50% sangue de Maria. Veja a que ponto Deus chegou, dividindo tipo sanguíneo com um ser humano. É justamente isso que faz O Sangue de Jesus ser santo, diferente dos outros, pois, ele sendo Deus não usurpou o ser igual a Deus, ou ter só sangue de Deus. Até nisso Deus nos prova o seu amor, por ser ele santo foi o primeiro que deu o exemplo, não só de sangue, mas de vida, de espirito, de humanidade, quando se misturava no meio das massas para lhes dizer boas novas de salvação. Não há aqui nenhum discurso preparado, pois isso para mim é vida no ser e não formatação teológica o pedagógica humana, mas revelação do próprio Deus no ser, assim como Pedro disse a Jesus tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.


RESPOSTA:
Para responder a pergunta e a errônea resposta acima vou detalhar algumas verdades sobre a encarnação de Cristo. Fazendo isto, acredito que as pessoas entenderão melhor um dos grandes mistérios revelado nas Escrituras: Deus se fez carne! Acredito que uma exposição PONDERADA e BEM PREPARADA, baseada nas Escrituras e não nas ideias e arrepios de homens, torna-se de suma importância para nossa compreensão desta magnífica verdade da cristologia. Para quem já leu a História da Igreja lembrará que muitas heresias surgiram em torno da humanidade e divindade do Senhor Jesus. Cabe a nós, como cristãos responsáveis e que ama ao Senhor, avaliar à luz das Escrituras e das exposições teológicas e filosóficas das grandes mentes iluminadas por Deus Espírito Santo, toda nova ideia em torno das verdades bíblico-teológica.
Não devemos ser tolos e presunçosos em negligenciar vinte séculos de iluminação do Espírito Santo na vida de grandes estudiosos das Escrituras concernentes estas grandes verdades da Bíblia.
É por isso, que pretendo não inovar, mas continuar expondo as Antigas Verdades do Santo Evangelho. Deus não nos ordena a trazer novas verdades (outro evangelho), mas como servos fiéis e idôneos transmitir o que recebemos desde os apóstolos. Paulo escreve a Timóteo: “E o que de minha parte ouvistes através de muitas testemunhas, isso mesmo transmite a homens fiéis e também idôneos para instruir a outros.” (2Tm 2.2). Timóteo deveria apossar-se da revelação divina que havia aprendido com Paulo e ensiná-la a outros homens fiéis – homens com dons e caráter espiritual aprovados que, por sua vez, transmitiriam essas verdades à geração seguinte. De Paulo, passando por Timóteo, por homens fiéis até chegar a outros, esse versículo abrange quatro gerações de líderes religiosos. Esse processo de reprodução/transmissão espiritual, que começou na Igreja Primitiva, deve continuar, através de mim e de você neste momento, até a vinda do Senhor Jesus.

MISTÉRIO DOS MISTÉRIOS: O VERBO SE FEZ CARNE!
As Escrituras ensinam que Jesus Cristo é o verbo divino que se fez carne. Ele não é metade Deus e metade homem e nem tem 50% de sangue de Deus e 50% de sangue humano. Ele é plenamente Deus e plenamente homem, ou seja, a plenitude da divindade e plenitude da humanidade está Nele. Isto inclui 100% do Ser e atributos da divindade e 100% do ser e atributos humano (100% de sangue, carne e ossos). Na encarnação não houve nenhum acréscimo à Sua natureza divina, mas o Verbo adquiriu uma natureza humana que não possuía antes da encarnação. Como já disse Atanásio: “Ele se tornou o que não era (homem), mas continuou sendo o que sempre foi (Deus)”. Ele não é meramente um homem que possui certas qualidades divinas dentro de si, nem o Deus que possui algumas qualidades humanas, mas Ele é perfeitamente Deus e perfeitamente homem, possuindo ambas as naturezas, a divina e a humana, de modo que Ele é Deus cem por cento e homem cem por cento, possuindo todas as propriedades de cada natureza.

UMA REFLEXÃO BÍBLICO-EXPOSITIVA.
Quando Paulo escreve aos filipenses (2.7) que Deus Filho tornou-se em “semelhança de homens”, isto se refere que Cristo tornou-se mais que Deus num corpo humano, mas assumiu todos os atributos da humanidade (cf. Lc 2.52; Gl 4.4; Cl 1.22), até mesmo no que se refere a ter se identificado com as necessidades e fraquezas básicas da humanidade (cf. Hb 2.14, 17; 4.15). Ele tornou-Se o Deus-Homem: plenamente Deus e plenamente Homem.

O meu querido amigo Lúcio afirma (erradamente) que “ele [Jesus] sendo Deus não usurpou o ser igual a Deus, ou ter só sangue de Deus.”. O pastor Lúcio se refere ao texto de Paulo aos filipenses que diz: “pois, Ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o Ser igual a Deus” (Fp 2.6). Lúcio afirma que o “não ser igual a Deus” se refere a não “só ter sangue de Deus”. Ou seja, Jesus não teve apenas sangue de Deus, mas também sangue de Maria. Totalmente absurdo!
Então, o que Paulo quis dizer com esta expressão citada acima? Vamos por partes do versículo:
Subsistindo em forma de Deus: Paulo afirma que Jesus era Deus eternamente. Nunca houve uma época em que Ele não fosse Deus. Ele não é um segundo deus como afirma algumas heresias do passado. A palavra grega usada por Paulo para “subsistindo” significa e enfatiza a essência da natureza de uma pessoa – seu contínuo estado e condição. E a palavra “forma” indica especificamente o caráter essencial e imutável de algo – o que ele é nele e em si mesmo. A doutrina fundamental da divindade de Cristo sempre abrangeu essas características essenciais (cf. Jo 1.1,3-4,14; 8.58; Cl 1.15-17; Hb 1.3).

Não [...] usurpação: Com estas palavras Paulo está afirmando que embora Cristo tivesse todos os direitos, privilégios e honras da divindade – do quais era Ele digno e nunca poderia ser destituído deles (pois, é impossível Deus deixar de Ser Deus) – Sua atitude não foi a de se apegar àquelas coisas ou à sua posição, mas a de estar disposto a abdicar delas por um período.

A si mesmo se esvaziou: Essa foi uma renúncia a si mesmo, não um esvaziar-se da divindade nem uma mudança da divindade para a humanidade. Ele assumiu as limitações da humanidade. Isto envolveu um encobrimento de Sua glória preencarnada (Jo 17.5) e o não-uso voluntário de algumas de Suas prerrogativas divinas, durante o tempo em que esteve na Terra (Mt 24.36). Ele não deixou de ter os atributos divinos, mas abdicou do EXERCÍCIO dos Seus atributos em Seu ministério terreno. Ele se humilhou a Si mesmo.

Assumindo a forma de servo: Notem um detalhe: O texto não diz, como alguns afirmam com frequência, que “Ele trocou a forma de Deus pela forma de servo”. Ele assumiu a forma de servo enquanto que, ao mesmo tempo, conservava a forma de Deus! E isso é precisamente o que torna nossa salvação possível e exequível.

Aplicação: O que Paulo está ensinando aqui para os filipenses e para toda a igreja em todas as épocas, é que há uma área em que Cristo não pode ser nosso exemplo. Não podemos imitar Seus atos redentivos e nem sofrer e morrer vicariamente. Foi Ele – unicamente Ele! – que teve condição de satisfazer a justiça divina e trazer Seu povo à glória. Mas, com o auxílio de Deus, podemos e devemos imitar o espírito que serviu de base para esses atos. A atitude de auto renúncia, com vistas a auxiliar outros, deveria estar presente e se expandir na vida de cada discípulo. A unidade, a humildade e a solicitude estavam presentes em nosso Salvador (Jo 10.30; Mt 11.29; 20.28). Elas devem também caracterizar todos os Seus discípulos! Nesse sentido há veracidade nestas linhas singelas:
“Oh!, se tão ternamente Ele nos amou,
Devemos amá-Lo assim também;
Confiar em Seu sangue redentor,
E andar, como Ele andou, fazendo o bem.”.


UMA REFLEXÃO TEOLÓGICA.

O Ser que haveria de nascer de Maria era uma Pessoa, chamada Jesus.
“Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem chamarás pelo Nome de Jesus” (Lc 1.31).

De Maria não iria nascer simples e unicamente uma das naturezas do Redentor – a humana, porque esta natureza não seria personalizada, nem existiria antes e à parte de sua união com a Segunda Pessoa da Trindade, que possuía a natureza divina, o Verbo. Um ser completo, Deus-Homem, uma Pessoa com duas naturezas haveria de nascer de Maria. Todavia, esse ser pessoal deveria sua personalidade e sua natureza divina de Deus, e sua natureza humana de Maria. Quando houve a união das duas naturezas numa manifestação poderosa do Espírito Santo no ventre da mãe, então passou a existir um ser pessoal em Maria que, depois de nove meses, saiu do seu ventre. Por isso se diz que ela haveria de conceber e de dar à luz. Houve, obviamente, o intervalo natural de nove meses entre a concepção e o dar à luz, como em todas as crianças que vêm de mulher. Por essa razão Lucas registra que, “ao completarem-se-lhe os dias” (Lc 2.6), chegou o tempo do nascimento. O nome dessa criança foi Jesus. Esse Jesus, que significa “Salvador do Seu povo” (cf. Mt 1.21), é a Pessoa completa, divino-humana do Redentor.

Essa Pessoa teria duas naturezas unidas numa geração misteriosa.
“Então disse Maria ao anjo: Como será isto, pois não tenho relação com homem algum?” (Lc 1.34).

Como esse Jesus poderia ser nascido de Maria se ela não tinha qualquer relação sexual com homem algum? Esta pergunta revela o espanto de Maria diante de tão grande revelação. Maria estava assombrada com esse acontecimento que lhe parecia impossível. Então, o anjo do Senhor lhe informou sobre como essas coisas se dariam.
Certamente a concepção de Jesus Cristo seria sobrenatural (e é claro que Seu nascimento foi natural). Ele haveria de nascer como os demais homens, mas não haveria de ser concebido como eles. Ele não seria concebido de uma forma comum a todos, mas de uma forma misteriosa e profunda, que sobrepassa a compreensão da lógica humana. A concepção de Jesus talvez seja o mistério mais profundo da fé cristã, pois mostra como Deus faz com que a Segunda Pessoa da Trindade, o Filho, seja unido a uma substância humana (não personalizada) de maneira divina que recebe sobre si uma natureza humana. Essa união é tão poderosa que nunca mais as duas naturezas se separam, nem mesmo na morte do Redentor.

As duas naturezas dessa Pessoa seriam unidas  por uma ação sobrenatural
“Descerá sobre ti o Espírito Santo e o poder do Altíssimo te envolverá com a Sua sombra” (Lc 1.35).

Essa ação sobrenatural da parte do Espírito foi absolutamente poderosa, miraculosa e misteriosa. Houve a união das duas naturezas quando se deu a ação sobrenatural do Espírito Santo sobre Maria. Uma substância (que continha todas as propriedades da natureza humana) foi acrescida à Pessoa Divina, com natureza divina, de forma que o Redentor passou a ser vere Deus et vere homo (verdadeiro Deus e verdadeiro Homem) simultaneamente. A ação do Espírito Santo fez com que as duas naturezas ficassem unidas – a que veio de Deus e a que veio de Maria, de modo que, desde então, nunca mais elas existem separadamente.
O mistério tem a ver com a ação do Espírito que envolveu Maria. Esse mistério está relacionado com a sombra divina que a envolveu. O que se pode dizer dessa ação misteriosa? Que não houve nenhuma injeção física vinda de Deus no ventre de Maria (como as relações mitológicas de deuses e mulheres), pois a sobrenaturalidade do ato não torna necessária a introdução de algum elemento físico para gerar o Redentor dentro de seu ventre. Não houve nenhuma ejaculação – em contraste com os deuses da mitologia grega – do Espírito Santo. Foi um ato sobrenatural, não uma relação sexual. Ele é o Criador de todas as coisas. Ele criou do nada. Isto foi fácil para o Deus Todo Poderoso! Diante deste mistério nos calamos e não ousamos ir mais além, mas apenas adorar este grandioso Deus em Suas misteriosas obras! Como salientou Paulo em 1Timéteo 3.16:
“Evidentemente, grande é o mistério da piedade: Aquele que foi manifestado na carne foi justificado em espírito, contemplado por anjos, pregado entre os gentios, crido no mundo, recebido na glória”.

A ação sobrenatural sobre Maria tornaria a Pessoa com as duas naturezas SANTAS.
Voltemos à pergunta do irmão Raphael: Querido, pergunto: O sangue de JESUS ERA O MESMO DE MARIA SUA MÃE, Se ERA COMO PÔDE JESUS SER SANTO?
A preocupação do irmão é a seguinte: se o Senhor Jesus tivesse apenas o sangue de Maria isto não o tornaria impuro?! A resposta é: NÃO! Pois, como já deixamos transparecer na argumentação acima, nosso Senhor possuiu 100% o sangue de Maria. Ele não precisava ter “sangue divino” para ser santo. Ele foi e é santo por Ser Deus eternamente. E outro detalhe: Deus é espírito! Ou seja, Ele não tem sangue material como nós, criaturas, temos. Isto é pensamento de algum filme de ficção científica que mostra os deuses e anjos sangrando. Devemos renúncias estas ideias tolas e ficar com a revelação de Deus em Sua palavra.

Vejamos o que diz Lucas 1.35b: “[...] por isso também o ente Santo que há de nascer será chamado Filho de Deus”.
Se o Senhor Jesus Cristo houvesse sido gerado de maneira natural (e não sobrenatural como o foi), certamente Ele não poderia ser chamado “Ente Santo”. A santidade de Sua natureza divina é essencial, e a santidade de Sua natureza humana é derivada, mas perfeita. A ação sobrenatural da concepção operada pelo Espírito Santo é que torna santa a natureza humana do Redentor (não Ele possuir sangue divino). A santidade desse “Ente” deve-se ao fato de a natureza humana recebida de Maria ter sido unida inseparável e indissoluvelmente à natureza divina santa da Segunda Pessoa da Trindade, o Filho de Deus. Se não houve a ação sobrenatural de Deus, o Redentor poderia ter recebido alguma coisa pecaminosa da natureza corrupta de Maria. Todavia, Deus tornou santa essa natureza humana no ato da concepção que aconteceu na unio personalis (unipersonalidade), ocasionando a existência do Redentor divino humano no ventre de Maria. A sobrenaturalidade da misteriosa obra divina na encarnação é que tornou possível a santidade DAQUELE que estava para nascer do ventre da Virgem.

Foi uma concepção virginal misteriosa
 Aqui na concepção virginal repousa todo o mistério cristológico. Este é um ponto em que não podemos caminhar com toda a segurança nos seus detalhes. Mas, ir até onde a revelação das Escrituras nos permitem falar. Se elas se calam é melhor e sábio também fecha nossa boca. Pois, essa obra se trata de uma obra eminentemente miraculosa do Espírito Santo sobre Maria.
Nem Mateus nem Lucas, a despeito de alguns detalhes mencionados na anunciação, conseguem explicar o que realmente aconteceu naquela ocasião. A unipersonalidade ocorrida no ventre de Maria, que envolveu a ação sobrenatural do Espírito Santo, escapa ao nosso entendimento. Jamais qualquer mortal poderá penetrar as profundezas dessa obra divina que nos permanece escondida em seus aspectos misteriosos. A única coisa patente que sabemos dessa misteriosa concepção virginal é que ela aconteceu por obra e graça de nosso Deus, como cumprimento histórico das resoluções do Conselho Eterno da Redenção feitas no círculo trinitário, e do Pacto Eterno da Redenção feito entre o Pai e o Filho. John MacArthur diz: “o nascimento virginal é uma doutrina que não é plenamente descritível para a mente humana, mas ela é uma [doutrina] essencial para preservar a natureza de Jesus como o Salvador que era Deus e Homem. Assim, a concepção virginal e a divindade de Cristo são essenciais para a mensagem cristã e são cruciais para explicar e defender, à medida que você e eu compartilhamos o evangelho com os perdidos.”.

UM REDENTOR SANTO.
Se Cristo fosse gerado de um homem, certamente seria não somente uma pessoa humana, mas seria uma pessoa humana pecadora (porque, como todos nós, herdaria a corrupção de Adão). A Sua santidade não seria possível se o Ente dentro dela fosse gerado de José.
No entanto, não podemos considerar a concepção e o nascimento virginais como determinantes para a SANTIDADE DO REDENTOR. Essas duas coisas não são essenciais para Sua impecabilidade, como alguns teólogos têm asseverado. Não podemos pensar que a culpa (assim como a corrupção) seja transmitida por geração ordinária pelo macho, pois estaríamos batendo de frente contra alguns textos da Escritura. Veja um exemplo: Salmo 51.5: “Eu nasci na iniquidade, e em pecado me concebeu minha mãe”. A natureza pecaminosa dos filhos também procede da mãe, não somente do pai. Esse texto indica que a mulher “contribui igualmente para a composição total do físico e do espiritual dos filhos que vêm por geração natural”. Assim como o pai, a mãe participa na formação de todas as características dos filhos, inclusive as características que estão relacionadas com a natureza pecaminosa. Não é saudável, portanto, afirmar que a pecaminosidade procede do elemento masculino. E muito menos do ato sexual.
Além disso, nos defrontamos com outro problema. Por que Jesus Cristo não herdou a natureza pecaminosa de Maria? A resposta da igreja de Roma era porque a própria Maria foi livre do pecado. Para explicar a imaculada conceição de Jesus, Roma inventou a imaculada conceição de Maria. Todavia, não há nenhuma sugestão na Escritura de que Maria tenha sido santificada para poder receber a ação do Espírito na concepção do Senhor Jesus.
Heber Carlos de Campos, um dos maiores teólogos brasileiro na área da Cristologia, afirma que a unipersonalidade do Redentor, causada pela ação sobrenatural do Espírito em Maria, é que tornou possível a obtenção da natureza humana totalmente santa do Redentor. A razão disso é porque uma natureza humana pecaminosa (advinda de Maria) não poderia unir-se à personalidade do Verbo (Deus Filho) com natureza divina e perfeitamente santa. Todavia, pela ação santa do Espírito Santo, os elementos componentes da natureza humana derivados de Maria vieram santos para Aquele que foi chamado “Ente Santo” (Lc 1.35) já desde o ventre materno. Então, a causa da santidade de Cristo Jesus não era os 50% de sangue divino, conforme afirmado pelo irmão Lúcio.

Com todo respeito e carinho ao amigo Lúcio, pois aqui, nesta exposição, não tem nenhum ataque à sua pessoa e ministério, mas sim as falsas ideias comum em muitas pessoas, deixo esta meditação expositiva para correção com amor. Ainda lamento, por expressões que o Lúcio usou, como: Não há aqui nenhum discurso preparado, pois isso para mim é vida no ser e não formatação teológica o pedagógica humana, mas revelação do próprio Deus no ser, assim como Pedro disse a Jesus tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.
Infelizmente, isto não é revelação de Deus tal como recebida por Pedro. Não devemos procurar coisas inusitadas na interpretação das Escrituras, mas procurar ser ministros fiéis do santo evangelho e da imensa herança teológica que temos a nossa disposição. O que expus, “contrariando” meu amigo, é uma formatação teológica e pedagógica de homens que procuraram humildemente entender, até onde nos permite as Escrituras, um dos grandes mistérios da fé cristã.

Diante de tão grande mistério faço minhas as palavras do grande paladino da fé cristã: “Ó profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os Seus juízos, e quão inescrutáveis, os Seus caminhos! Quem, pois, conheceu a Mente do Senhor? Ou quem foi o Seu conselheiro? Ou quem primeiro deu a Ele para que lhe venha a ser restituído? Porque Dele, e por meio Dele, e para Ele são todas as coisas. A Ele, pois, a glória eternamente. Amém!” (Rm 11.33-36)

Vosso servo, Ivan Teixeira. Minha consciência é escrava da Palavra de Deus!

Soli Deo glória!

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