Discípulos de Cristo Jesus

Vivendo Para a Glória de Deus!

A vida cristã deve ser vivida para a glória de Deus somente. Em tudo o que nos empenhamos e fazemos devemos procurar a glória de Deus. Paulo chegou a dizer que até mesmo as coisas mais curriqueiras da vida como o beber e o comer devem ser feitos para a glória de Deus (1Co 10.31).

Nenhum de nós viveremos na plenitude se não vivermos voltados para a glória de Deus. Pois, a plenitude da vida está em viver para a glória de Deus. A glória de Deus produzirá a verdadeira vida plena de satisfação em Deus.

O pastor e escritor John Piper foi feliz quando afirmou que Deus é mais glorificado em nós quanto mais nos alegramos Nele. A glória de Deus e nossa alegria são faces de uma mesma moeda. Quando procuramos verdadeira satisfação vislumbramos e refletiremos a glória de Deus. Pois, a verdadeira alegria resulta na contemplação apaixonada do único ser no universo que tem toda a glória e beleza. A contemplação da beleza de Deus nos deixa encantados e sobressaltados ante inenarrável resplendor.

O Breve Catecismo de Westminster indaga: Qual o fim principal de todo o homem? Ele mesmo responde: O fim principal de todo homem é glorificar a Deus e se alegrar Nele para sempre.

A nossa alegria e a glória de Deus é o propósito de Deus para nossas vidas e o alvo da vida cristã. Toda a plenitude da vida cristã se resume na contemplação do Ser eterno de Deus na Pessoa maravilhosa de Cristo Jesus pela obra persuadora e renovadora do Espírito Santo.

Soli Deo Gloria!

sexta-feira, setembro 11, 2009

Três Grandes Investidas de Satanás Contra a Igreja


Leitura Seleta: Atos 6.1-7.


Comentário: Sempre notamos na história da igreja dois erros com relação à pessoa de Satanás. O primeiro é subestimar a Satanás. Há crentes que ignoram a presença e a malignidade deste arquiinimigo do Cristianismo. Paulo escrevendo sua 2a Carta à Igreja em Corinto disse que os cristãos deveriam perdoar o ofensor “para que Satanás não alcance vantagem sobre nós, pois não lhe ignoramos os desígnios” (2.11).
Como disse acertadamente Simon Kistemaker “Os ressentimentos na congregação são aproveitados rapidamente por Satanás para minar a saúde espiritual da igreja”[1].

O segundo erro cometido pela igreja em relação à pessoa de Satanás é a superestimação. Mesmo que ele seja um grande inimigo da igreja, sabemos que ele é um inimigo derrotado e limitado. Cristo derrotou Satanás na cruz (Cl 2.15). Cristo manietou o valente (Lc 11.21,22). Cristo desfaz as obras do Diabo (1Jo 3.8). Satanás não é todo poderoso. Somente Deus é Todo Poderoso e diante dEle não há rival. Não podemos aceitar a filosofia platônica que ensina que existem dois grandes poderes se digladiando. Satanás e Deus não estão em uma queda de braços. Deus é soberano e está assentado no Seu alto e sublime trono e faz tudo segundo o conselho de Sua vontade e, ninguém pode estorvar Sua poderosa mão (cf. Ef 1.11; Dn 4.35). Satanás tem que pedir permissão para fazer qualquer coisa no universo de Deus contra Seus eleitos (cf. Jó 1.10; Lc 22.31).

Tendo esta visão equilibrada de nosso arquiinimigo devemo-nos “Revestir de toda a armadura de Deus, para poderdes [mos] ficar firmes contra as ciladas do diabo” (Ef 6.11).

Satanás ainda pede para peneirar os servos de Deus. Ele investiu três grandes ciladas contra a Igreja Primitiva. Satanás objetiva deter a Igreja de Cristo Jesus. Ele odeia Cristo e Sua Igreja. Devemos está alertas e revestidos para resisti-lo firmes na fé para que ele fuja de nós (1Pe 5.9).

Satanás tenta calar o testemunho da igreja a respeito da Pessoa e obra de Cristo Jesus. Ele usou três expedientes para calar a Igreja Primitiva. E hoje ele continua a usar de artimanha para impedir o progresso da igreja de Cristo.

Oração Interrogativa: Quais são as três grandes investida de Satanás contra a Igreja do Senhor?

Oração Transitiva: Olhando para os capítulos 4, 5 e 6 do Livro de Atos dos Apóstolos podemos elencar as três armar usadas pelo diabo para deter o navio triunfante da igreja. Ele ainda se utiliza destes fúteis ardis para deter a igreja.

I. Prisões, Ameaças e Perseguições (caps.4 e 8).
Satanás está empenhado em “silenciar os pregadores através da perseguição física”[2].
(1) Presos por pregarem: Dentro do contexto de perseguição os apóstolos, Pedro e João, foram presos, pois os teólogos liberais da época, os saduceus, estavam “ressentidos por ensinarem eles o povo e anunciarem em Jesus a ressurreição dentre os mortos” (At 4.2,3).

(2) Ameaça aos pregadores: O Sinédrio ameaçou Pedro e João para não falarem e nem ensinarem em o Nome de Jesus (vv.17,18).

Diante da prisão e ameaças vemos a reação dos líderes da Igreja Primitiva:
Reação de Pedro e João à ameaça: “Mas Pedro e João lhes responderam: Julgai se é justo diante de Deus ouvir-vos antes a vós outros do que a Deus; pois nós não podemos deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos” (At 4.19,20).
Mesmo sob ameaça das autoridades judaicas os apóstolos, Pedro e João, não desanimam, pois há uma autoridade maior que o próprio Sinédrio, Deus.

Oração Transitiva: Esta primeira investida de Satanás foi vencida pela pregação ousada dos líderes e pela oração unânime da igreja. Agora, podemos falar sobre a segunda estratégia satânica para impedir o avanço triunfante do “navio Igreja de Cristo”.

II. Escândalo Moral (cap.5).
Em sua primeira abordagem Satanás havia atacado a Igreja externamente e foi derrotado. Mas o inimigo nunca desiste; apenas muda de estratégia. Quando isso não deu certo, Satanás decidiu atacar internamente e usar pessoas que faziam parte da comunhão dos cristãos[3].
Umas das grandes lições deste texto é: Satanás usa crentes!


Também não tenho dúvidas de que a grande lição que subjaz nesse texto é:
Deus Não Tolera o Pecado: Umas das grandes heresias do século II proposta por Marcião, às vezes se apresenta como uma doutrina cristã. Segundo ele, o Novo Testamento prega um Deus de amor que é superior, enquanto o Deus do Antigo Testamento é uma divindade inferior que se preocupa com julgamento, ira, justiça e que executa os desobedientes.

Aplicação: Uma coisa é certa, se não somos um instrumento do Espírito Santo para edificação da Igreja de Cristo, seremos um instrumento de Satanás para destruição dela (organização). Lembremos da exortação de Paulo em Efésios 4.27: “Nem deis lugar ao diabo”. Numa outra tradução desta passagem lemos: “e não dêem ao diabo um ponto de apoio”. Não devemos conceder a Satanás nenhum espaço, nenhum ponto que lhe sirva de entrada, nem mesmo para enfiar o pé[4]. Satanás deseja uma brecha apenas para entrar na fortaleza das nossas mentes. Se ele não encontra brecha fará de tudo para promovê-la.

Oração Transitiva: Esta segunda investida de Satanás foi vencida pela coragem ousada e discernimento dos líderes e pela oração unânime da igreja. Uma igreja que ora enfrentará desafios, mas se confiar no Senhor Jesus será vitoriosa.
Agora, podemos falar sobre a terceira estratégia satânica para impedir o avanço triunfante do “navio Igreja de Cristo”.

III. A Distração, Abandono e Negligência (cap.6).
No primeiro ataque que Satanás investiu contra a igreja foi através da perseguição; no segundo ataque ele se utilizou do expediente da mentira; mas agora ele se utiliza da distração, do abandono, da negligência das verdadeiras prioridades dos líderes e igrejas.
Podemos até dizer que Satanás se utilizou das coisas de Deus para distrair os líderes do próprio Deus. Ele se utilizou dos serviços do Reino, que são bons em si mesmos, para impedir os líderes da igreja de se dedicarem a Deus.

Se Satanás conseguisse distrair a liderança destas duas balizes ministerial conquistaria terreno para deter a marcha da igreja de Cristo. Satanás sabe que estes são os dois trilhos sobre os quais a igreja caminha. Satanás sabe que se a igreja abandonar estes dois lemes de seu navio espiritual ela vai a pique.
Mas, graças a Deus que os apóstolos tiveram discernimento para não abandonarem a Palavra de Deus e perseverarem na oração e no ministério da Palavra (At 6.2,4).
Eles venceram novamente a Satanás retomando as prioridades. Eles disseram:

“[...] Não é razoável que nós abandonemos a Palavra de Deus para servir às mesas” (At 6.2).
“E, quanto a nós, nos consagraremos à oração e ao ministério da Palavra” (At 6.4).

Eles estavam dizendo: Não seremos distraídos da Palavra de Deus, pelo contrário, seremos líderes dedicados ao serviço da Palavra de Deus. Tanto a oração quanto a Palavra eram eles fiéis partidários. Eles estariam constantemente atentos. Não desfaleceriam, mas se mostrariam corajosos e em prontidão na oração e ao serviço contínuo da Palavra.

Aplicação: Mas, infelizmente, quando olhamos para a igreja atual parece que Satanás tem se dado bem neste expediente da distração.
Quantos líderes têm negligenciado o santo ministério da Palavra de Deus! Quantos têm sucumbido à negligência da falta de oração!
Satanás tem usado as próprias coisas do Reino para distrair os líderes do Rei do Reino.
Semelhante a igreja de Éfeso muitos tem sido ortodoxos, trabalhando muito na obra de Deus, envolvidos nas coisas de Deus, mas para sua infelicidade têm negligenciado a comunhão com Deus e o ministério da Palavra.
A mesma palavra que Cristo direcionou a igreja de Éfeso, depois de falar de sua ortodoxia e perseverança, continua atual:
“Tenho, porém, contra ti que abandonaste o teu primeiro amor” (Ap 2.4).

Éfeso era uma igreja tão envolvida nas coisas de Deus que abandonou o amor por Deus. Faziam as coisas mecanicamente, sem fervor e sem amor por Deus. Talvez, como Ananias e Safira, faziam a obra de Deus não por amor a Ele, mas para receberem reconhecimento da igreja.
Como nossas igrejas estão cheias de crentes fazendo a obra de Deus sem amor por Deus! Como nossas igrejas estão cheias de pessoas que estão tão envolvidas com as coisas do Reino, mas têm negligenciado as prioridades deste Reino: Oração a Deus e a Pregação da Palavra de Deus.

Conclusão: Só venceremos a Satanás, pela graça de Deus, unidos nas prioridades de nossa vida e ministério: oração perseverante e pregação ousada de poder.


Soli Deo Gloria!


[1] Em Comentário do Novo Testamento: Exposição de 2a Coríntios, p.116. Editora Cultura Cristã.
[2] David Eby em Pregação Poderosa Para o Crescimento da Igreja, p. 44. Arte Editorial & Editora Candeia.
[3] Warren W. Wiersbe em Comentário Bíblico Expositivo, Novo Testamento, vol. I, p. 544. Editora Central Gospel & Gráfica Editora.
[4] William Hendriksen em Comentário do Novo Testamento: Exposição de Efésios e Filipenses, p. 259. Editora Cultura Cristã.

terça-feira, julho 14, 2009

Curso de Computação ou Curso de Teologia.

Hoje, dia 11 de julho de 2009, fui notificado para minha tristeza que um Curso de Teologia foi substituído por um Curso de Informática. Mas não estou tão assustado assim, pois isso apenas reverbera o descompromisso de minha geração pela teologia sistemática. É claro que não sou contra cursos de informáticas em nossas igrejas. Por favor, não me interprete mal. Apenas estou citando mais um dado, talvez em um aspecto diferente, da repulsa de nossos contemporâneos que se dizem amar a Deus e Sua Palavra (Bíblia), mas, para felicidade do Diabo e para desgraça de muitos, negligenciam o estudo Sistemático da doutrina.

Estamos presenciando mais uma vez na história um sentimento repulsivo pelas verdades aurifulgentes da Palavra de Deus. Não muito tempo atrás a teologia era considerada um “bicho de sete cabeças”, uma coisa oriunda até mesmo do diabo. Recentemente estive em um dos Estados de nosso País quando fui “surpreendido” com a notícia de que certo pastor presidente havia disciplinado alguns obreiros por estarem cursando teologia.

Em outra ocasião ouvi de um pastor que dizia que não promoveria abertura para o estudo teológico na igreja visto que o povo se tornaria muito exigente fazendo perguntas para ele. Acredito que poderia resumir este sentimento como uma displicência e preguiça da parte deste pastor de estudar as Escrituras sistematicamente para instruir o povo. São pastores preguiçosos que nem estudar e impedem ou não incentivam o povo a estudar. O resultado é um analfabetismo desenfreado. Um povo manipulado por certos líderes que não querem que o povo conheça as verdades. Todo manipulador é contra o povo buscar conhecimento. Estes “pastores” não são líderes, mas sim ditadores.
Com isso não estou dizendo que o líder que substituiu o curso de teologia pelo de informática seja um ditador. Refiro-me ao terceiro exemplo.

Permitam-me abrir um grande parêntese para uma estatística da falta de compromisso com a leitura e estudo em nosso país que promove, evidentemente, um analfabetismo bíblico.

Por Raniere Menezes:
“Correndo Filipe, ouviu-o ler o profeta Isaías e perguntou: Compreendes o que vens lendo?” Atos 8.30.
A Câmara Brasileira do Livro (CBL) encomendou uma pesquisa de interesse econômico-cultural e divulgou dados impressionantes. Cerca de 60% dos brasileiros adultos alfabetizados quase não tem livros em casa e o contato com literatura é mínimo. 89% das cidades brasileiras não têm uma livraria sequer! E quase 7 milhões de pessoas não tem condições econômicas de comprar um livro. Os números são esclarecedores. Como diz a paródia do ditado popular: “Escreveu, não leu, é analfabeto”.
Outra pesquisa (ano 2004), agora do INEP/MEC – um órgão nacional – divulgou que: de cada 100 estudantes brasileiros com, no mínimo, quatro anos de escolarização, 59 não podem ser considerados leitores competentes, e na região nordestina, esse número sobe para 75. Apenas 6 de cada 100 jovens concluintes do ensino médio desenvolveram habilidades de leitura compatíveis com onze anos de escolarização. São fatos!
O diretor de Avaliação da Educação Básica do Inep/MEC, o sociólogo Carlos Henrique Araújo, definiu a gravidade da situação com estas palavras: “São indicadores que revelam que os sistemas educacionais do Brasil estão longe do mínimo de qualidade exigido para uma sociedade em pleno século 21. Estranhamente, esses números repercutem muito menos do que deveriam.”
Fazendo uma inevitável comparação, o curioso é que, em 1998, a Gráfica da Bíblia (SBB) já havia completado a produção de 10 milhões de exemplares de Bíblias e, apenas dois anos depois, alcançado a impressionante marca de 20 milhões. Compare os números acima e pergunte-se: qual é a qualidade dos evangélicos leitores e interpretes da Bíblia de hoje no Brasil? E também: onde me encaixo nessa estatística?
Levando em conta que a Reforma Protestante do século XVI foi um movimento altamente literário, e que de maneira significativa o protestantismo é uma experiência literária, os atos de culto, por exemplo, são atos literários: leitura da Bíblia, oração pública, cânticos, meditação no seu significado, ouvir o sermão, conversar com os outros sobre doutrina e prática. No culto a leitura e exposição das Escrituras são os eventos principais.
É lícito questionar: será que a Bíblia está sendo a verdadeira e última palavra da igreja protestante brasileira? A Bíblia é compreendida como suficiente? É de forma bíblica que estão chamando os pecadores a Cristo? Está havendo crescimento na graça e no conhecimento do Verbo? O que está sendo estudado e pregado é direção bíblica para nossa vida? Como iremos reformar sem a interpretação correta das Escrituras?

Após ter estas palavras de Raniere Menezes em mente continuo dizendo: Todos aqueles líderes quer por comissão (que estão impedindo o povo de estudar teologia sistemática) ou quer por omissão (que negligenciam o estudo sistemático da doutrina), que impedem o povo de conhecer a Deus serão culpados diante do SENHOR que fez os céus e a terra.
Estes supostos líderes estão negligenciando o maior bem que o homem e uma mulher podem obter: o conhecimento de Deus. O conhecimento de Deus e sobre Deus é uma necessidade premente para nossas igrejas atuais. Muitos estão sendo enganados pelos falsos líderes e falsos pregadores. Estamos presenciando a banalização do altar. Infelizmente o altar está se transformando num balcão em que se está vendendo um produto que supostamente dizem que é o evangelho do Senhor Jesus. Realmente o povo está sendo destruído por que não tem conhecimento (cf. Os 4.6). E conhecimento no sentido veterotestamentário significa não apenas saber algumas coisas sobre a Auto-revelação de Deus registrada nas Escrituras, mas também ter relacionamento pessoal com Ele. Dentro da teologia do Antigo Testamento conhecer a Deus é ter conhecimento de Deus e todo verdadeiro conhecimento de Deus deságua num grande relacionamento com Ele. É exatamente isso que a verdadeira teologia produz. É o conhecimento verdadeiro de Deus que produz verdadeiras experiências com Deus. Hoje as pessoas querem experiências com Deus sem o verdadeiro conhecimento de Deus. O resultado é um povo afundado no subjetivismo e pragmatismo.

Mais do que nunca as Palavras do SENHOR por intermédio do profeta Oséias são pertinente para a nossa geração cibernética: “Ouvi a Palavra do SENHOR, vós, filhos de Israel, porque o SENHOR tem uma contenda com os habitantes da terra; porque nela não há verdade, nem amor, nem conhecimento de Deus” (Os 4.1).
Onde estas coisas essenciais estão sendo negligenciadas, infelizmente, alguns substitutos tornam-se evidentes. Diz o SENHOR ainda pelo Seu profeta: “O que prevalece é perjurar, mentir, matar, furtar e adulterar, e há arrombamentos e homicídios sobre homicídios” (Os 4.2).
O que acontece no mundo e dentro de nossas igrejas é uma conseqüência da falta de conhecimento de Deus. Quando o povo negligencia o estudo sobre Deus não pode ter comunhão com Deus, uma avalanche de pecados soterra a sociedade e a igreja visível. Um povo que não tem comunhão com Deus está entregue a sua própria natureza pecaminosa que desonra a Deus.
Muitas de nossas igrejas são conhecidas mais pelos escândalos de seus pecados do que por uma vida santa que glorifica a Deus. Nossas igrejas no anelo de se tornarem relevantes para este mundo estão se tornando irrelevantes. Nossas igrejas estão caindo nos mesmos pecados que antes condenavam. O divórcio, adultério, homossexualidade e outros são pecados, infelizmente, vívidos e até aplaudidos nas igrejas atuais. Isto é conseqüência de um povo que não conhece ao seu Deus. Como diz o profeta: “[...] pois o povo que não tem entendimento [de Deus] corre para a perdição” (Os 5.14).
Por não conhecerem a Deus o espírito de prostituição solapa nossas denominações (cf. Os 5.4).

Que estes líderes e seus liderados ouçam a exortação profética que diz: “Vinde, e tornemos para o SENHOR, porque Ele nos despedaçou, e nos sarará; fez a ferida, e a ligará. Conheçamos, e prossigamos em conhecer ao SENHOR: como a alva a Sua vinda é certa; e Ele descerá sobre nós como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra” (Os 6.1,3).

Muitos cristãos estão fracos em suas vidas e testemunhos porque desconhecem a Deus. Pois, somente um povo que conhece a Deus se tornará forte e fará proezas (cf. Dn 11.32). Um dos grandes sinais de um autêntico avivamento é o anelo do povo por conhecer a Deus. Em épocas de avivamento os bares, os lupanares e até mesmo os estádios de futebol ficavam vazios. Por quê? Onde estava o povo? A resposta é que eles estavam nas igrejas buscando a Deus. Os seminários estavam cheios de pessoas ávidas para estudarem o Ser e os Atributos de Deus e Sua culminante revelação em Cristo Jesus.
Hoje, infelizmente, o contrário parece ser verdadeiro. Os seminários estão se esvaziando e, até fechando, pois o povo prefere satisfazer seus próprios interesses egoístas. Estão preocupados mais com seus afazeres do que com a glória de Deus.

Presenciamos pregadores rasos em suas preleções. Nossa geração valoriza mais o mensageiro do que a própria mensagem. Oh, geração incrédula e corrupta! Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se Yahweh é Deus servi-O! Se for baal servi-o. Mas, não fiqueis divididos em vossos corações corruptos.
O que vemos são pregadores da mídia e não pregadores do altar. E o que nossa geração está precisando não é de pregadores que são produtos da mídia, mas sim, e isto desesperadamente, de pregadores que são produtos do altar celestial. Como disse certo escritor: Precisa-se de profetas para pregar aos pregadores.


Transcrevo a seguir um trecho de nossa apostila do Curso Básico Avançado de Teologia Sistemática. O título da apostila é: “Prolegômenos à Teologia Sistemática: Introduzindo o Aluno à Teologia Sistemática”. Isto para uma meditação mais apurada.

A Necessidade do Estudo da Doutrina ou da Teologia Sistemática
Há, de fato, uma necessidade de estudar teologia? Não basta que eu simplesmente ame ao Senhor Jesus? Para algumas pessoas, a teologia não é necessária, como também indesejável, podendo ser facciosa.

A Doutrina/Teologia é mesmo Importante?
Infelizmente há um antagonismo generalizado no meio evangélico com respeito à doutrina/teologia. Muitos reagem à palavra “doutrina” ou “teologia” de forma antagônica por não terem experimentado o encanto e a emoção de entender os maravilhosos ensinamentos da Palavra de Deus.
Infelizmente, diz Charles Ryrie, “a doutrina está passando por tempos difíceis”. Isto não é um lamento novo de nossa época. No século XIX, John C. Ryle, conhecido como o primeiro Bispo de Liverpool, Inglaterra, já lamentava:

“Em que os pastores evangélicos ficam aquém de seus antecessores do século XVIII? Na doutrina. Não são tão completos, nem tão marcantes, nem tão firmes. Temem declarações enérgicas”.

O teólogo David Wells avaliou o cenário moderno da seguinte maneira:

“A nova busca pelo pragmatismo contemporâneo transformou a natureza do ministério cristão, o trabalho dos seminários e o funcionamento interno das lideranças denominacionais. Em todos eles, a transformação prenuncia a morte da teologia. [...] As editoras que apóiam as publicações teológicas vêem seus recursos diminuírem continuamente”.

Esta situação é realçada quando observamos algumas desculpas para negligenciar o estudo teológico. Pelo menos quatro podem ser destacadas:

(1) A falta de praticidade.
Com isso as pessoas querem dizer que a teologia não é prática e que a experiência é mais importante do que a doutrina. Que declaração superficial!
Estas pessoas se esquecem de que toda a prática deve ser baseada em doutrinas bíblicas sólidas e que se espera que toda doutrina bíblica resulte em práticas corretas. A sã doutrina e as experiências bíblicas precisam andar juntas.

(2) A falta de relevância.
Dizem que estas velhas doutrinas nada têm a dizer para o homem pós-moderno. Estas pessoas dizem que teologia não é relevante para o nosso contexto atual. Não tem significância para nossas vidas.
Quem alega que a teologia não é relevante e nem prática desconhece a evidência de que a verdadeira teologia está baseada na sempre eterna Palavra de Deus. E a Bíblia afirma sobre si mesma:

“Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino [extremamente doutrinária], para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça [extremamente relevante], a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra [extremamente prática]” (2Tm 3.16,17).

(3) A falta de facilidade.
Outra desculpa para negligenciar o estudo da teologia advoga que não devemos impor os ensinamentos doutrinários um vez que é difícil entendê-los.
Sem dúvida, algumas doutrinas são mais difíceis de compreender do que outras. Mas isso não deve nos impedir de explorar as áreas mais complexas dentro dos limites das Escrituras.
No crescimento cristão, como afirma Hebreus 5.12–14, o leite é apropriado para o estágio da infância, mas o alimento sólido é necessário para a maturidade (cf. 1Co 3.1–9).

(4) A falta de união.
Quantos de nós já não ouvimos pessoas dizendo que a doutrina divide os cristãos. É claro que muitos, em nome da teologia, causaram grandes divisões não necessárias. Mas, a doutrina também causa união. Quantos cristãos do passado e do presente estão unidos em tornos dos grandes temas da teologia?
Devemos está unido em torno da verdade e não em torno da mentira. Mas, é melhor está dividido por causa da verdade do que unidos na mentira.

Há, no entanto, algumas razões pelas quais o estudo da teologia ou da doutrina não é opcional. Creio que estudar teologia é um caso de vida ou morte!

1) Crenças Doutrinárias Corretas são Essenciais no Relacionamento entre o Cristão e Deus.
Assim, por exemplo, o autor de Hebreus disse: “Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que Ele existe, e que é galardoador dos que o buscam” (Hb 11.6). Também importante para um relacionamento adequado com Deus é a crença na humanidade do Senhor Jesus (cf. 1Jo 4.2). Paulo destacou a importância da crença na ressurreição de Cristo (Rm 10.9-10).

2) A Doutrina é Importante por causa da Ligação entre a Verdade e a Experiência.
Nossa época atribui altíssimo valor à experiência imediata. Assim, muitos utilizam drogas por causa da excitação ou do estímulo que elas oferecem. E o que dizer em nosso meio, em que muitos buscam uma satisfação imediata nos movimentos religiosos. As pessoas estão atrás de uma experiência divorciada da revelação das Escrituras. É experiência do tipo “ruivo santo”, “vômito santo”, “gargalhada santa” e assim a lista cresce. São pessoas que enaltecem suas experiências acima da Palavra de Deus. A doutrina é importante porque corrige esses abusos. A doutrina dar consistência para as pessoas; dar-lhes verdadeiras experiências com Deus. Um conhecimento correto de Deus – revelado nas Escrituras por um estudo cuidadoso – proporcionará experiências douradoras. Mas muitos preferem, negligenciando o estudo da teologia, estas experiências subjetivas. Como já falou John MacArthur em uma de suas palestras: “Se realmente eles tivessem tido um encontro com Deus, eles não estariam rindo”.
O simples sentimento agradável em relação ao Senhor Jesus não pode ser divorciado da necessidade de saber se Ele é genuinamente o Filho de Deus. A esperança quanto ao futuro depende de saber se Ele ressuscitou e se nós vamos ressuscitar algum dia.
Uma compreensão correta da teologia deságua no oceano das experiências profundas com Deus. Creio na ortopraxia, mas também na ortodoxia. Aquela depende dessa; essa resulta naquela. Não podem está dissociada. Não pode haver hiatos entre as duas, elas devem andar de mãos dadas. Ortodoxia sem ortopraxia leva-nos a esterilidade; ortopraxia sem ortodoxia leva-nos a histerias. Essas irmãs gêmeas precisam ser afirmadas em nossos dias como inseparáveis. Um ou outro mal pode vir sobre os negligentes. A Igreja está de pé ou cai com estas duas verdades!

3) A Compreensão Correta da Doutrina é Importante porque hoje há muitos Sistemas de Pensamento Religiosos e Seculares que Disputam nossa Devoção.
Abundam filosofias e psicologias populares de auto-ajuda, e muitas delas camuflada com uma terminologia cristã. Entre as opções religiosas há grande número de seitas e cultos, além de enorme variedade de denominações cristãs. E religiões alternativas são encontradas não só em outros países, mas também possuem inúmeros adeptos no Brasil. Temos sistemas com um toque do evangelicalismo. Temos a teologia da prosperidade que tem causado males terríveis em nossos arraiais. Muitos seguem abertamente esses ensinamentos que levam muitos cativos para uma religiosidade superficial. Esses sistemas geram crentes descompromissados com Deus e com Sua Palavra. Porque as pessoas estão mais preocupadas em que Deus supra as suas necessidades egoístas do que em labutarem pela verdade de Deus.
Diz-se que a maneira de lidar com as várias alternativas é fazer uma refutação minuciosa e uma exposição sistemática de suas falhas. Uma abordagem positiva em que se ensinam os pontos de vista do Cristianismo parece, no entanto, preferível. Essa abordagem fornece uma base para a avaliação das posições alternativas. Conhecendo o verdadeiro é fácil identificar o falso e vil. O erro prevalece na ausência da verdade!

4) A Teologia é Necessária por causa do Instinto Organizador da Mente Humana.
Esse princípio organizador faz parte de nossa constituição.
A mente não se satisfaz apenas em descobrir certos fatos a respeito de Deus, do homem, e do universo: ela deseja conhecer as relações entre essas pessoas e coisas e organizar suas descobertas em forma de um sistema.


5) A Necessidade da Teologia Baseia-se na Relação da Verdade Sistemática com o Desenvolvimento do Caráter.
A verdade integralmente digerida é essencial ao desenvolvimento do caráter cristão no indivíduo e na Igreja.
Os mais fortes cristãos são os que têm a mais firme segurança nas grandes doutrinas do Cristianismo; as épocas heróicas da Igreja são as que têm mais consistente testemunho delas (cf. Ap 3.10).
Para a conversão é necessário algum conhecimento da verdade (Rm 10.17) – pelo menos do pecado e de um Salvador (cf. Rm 10.8-11); a união destas duas verdades é o começo da teologia. Todo o subseqüente desenvolvimento do caráter está condicionado à evolução do conhecimento. Cl 1.10: “Para que possais andar dignamente [prática] diante do Senhor, agradando-lhe em tudo, frutificando em toda a boa obra, e crescendo no conhecimento de Deus [doutrina]” (ênfase acrescentada). O texto grego reza: aucsanómenoi tê epignõsei tou Theou. Segundo Strong significa “crescendo através do conhecimento de Deus”; o dativo instrumental representa o conhecimento de Deus como orvalho ou a chuva que alimenta o desenvolvimento da planta; cf. 2Pe 3.18 – “crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo”. Para os textos que representam a verdade como alimento ver Jr 3.15 “vos apascentem com conhecimento e inteligência”; Mt 4.4 – “Não só de pão viverá o homem, mas de toda Palavra que procede da boca de Deus”; 1Co 3.1, 2 – “como crianças em Cristo... leite vos dei a beber, não vos dei alimento sólido”; Hb 5.14 – “o mantimento sólido é para os perfeitos”. O caráter cristão apóia-se na verdade da Palavra de Deus como alicerce; ver 1Co 3.10-15 – “pus eu... um fundamento e outro edifica sobre ele” (vide também 1Pe 2.2,3; Sl 34.8). Somos exortados a não termos conhecimento sem amor (cf. 1Co 8.1), mas também encoraja-nos o apóstolo a não termos amor sem conhecimento (cf. Fp 1.9-11).
Os homens agem de acordo com aquilo em que realmente crêem e não de acordo com aquilo em que eles simplesmente dizem crer.
A teologia não apenas nos ensina que tipo de vida deveríamos viver, mas nos orienta a viver dessa maneira. Em outras palavras, a teologia não apenas indica as normas de conduta, mas também nos fornece os motivos para tentarmos viver de acordo com essas normas (cf. Gl 6.16).
O apóstolo Pedro ensinou que o conhecimento verdadeiro e pleno de nosso Senhor Jesus Cristo, deve desaguar-se em uma vida cristã virtuosa e piedosa (2Pe 1.3-11).

6) A Necessidade da Teologia Sistemática baseia-se na Natureza das Escrituras.
A Bíblia é para o teólogo o que a natureza é para o cientista, um conjunto de fatos desorganizados ou apenas parcialmente organizados. Deus não achou necessário escrever a Bíblia na forma de Teologia Sistemática; é nossa tarefa, portanto, ajuntar os fatos dispersos e colocá-los sob a forma de um sistema lógico para uma compreensão ampla das verdades reveladas. Há certamente algumas doutrinas que são tratadas com relativa extensão em um único contexto; mas não há nenhuma que seja ali tratada exaustivamente. Veja por exemplo: Sl 19; 119 – tratando das qualidades da Palavra de Deus; os ensinamentos da onipresença e onisciência de Deus no Sl 139; os sofrimentos, morte, e exaltação do Servo de Yahweh em Is 53 e outros.
A Escritura nos estimula ao estudo integral e abrangente da verdade (Jo 5.39, “examinai as Escrituras”), à comparação e harmonização de suas diferentes partes (1Co 2.13 – “comparando as coisas espirituais com as espirituais”), à reunião de tudo em torno do fato central da revelação (Cl 1.27 – “que é Cristo em vós, esperança da glória”), à pregação na forma sadia assim como em suas devidas proporções (2Tm 4.2 “prega a Palavra”). O ministro do Evangelho é chamado “escriba que se fez discípulo do reino do céu” (Mt 13.52); os “pastores” das igrejas devem ser ao mesmo tempo “mestres” (Ef 4.11); o bispo deve ser “apto para ensinar” (1Tm 3.2), “que maneja bem a Palavra da Verdade” (2Tm 2.15), “retendo firme a Palavra Fiel, que é conforme a doutrina, para que seja poderoso, tanto para exortar na sã doutrina como para convencer os contradizentes” (Tt 1.9).

7) A Teologia Sistemática é Necessária dada a Importância dos Pontos de vistas Definidos e Justos da Doutrina Cristã para o Pregador.
A sua principal qualificação intelectual deve ao poder de conceber clara e compreensivelmente e expressar precisa e poderosamente a verdade.
O pregador só pode ser o agente do Espírito Santo na conversão e santificação dos homens quando pode brandir “a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus” (Ef 6.17), ou, em outra linguagem, só quando pode imprimir a verdade nas mentes e consciências de seus ouvintes (cf. At 2.37).
O pregador tem como objetivo, conhecendo bem a Teologia Sistemática, substituir as concepções obscuras e errôneas entre os seus ouvintes pelas corretas e vívidas. Mutilar a doutrina ou interpretá-la falsamente não é só um pecado contra o Seu Revelador, – pode levar à ruína as almas dos homens (cf. 1Tm 4.16). A melhor salvaguarda contra tal mutilação ou falsa interpretação é o estudo diligente das várias doutrinas da fé nas inter-relações e especialmente nas relações com o tema central da teologia, a Pessoa e obra do Senhor Jesus Cristo.
O pregador deve fornecer a base do sentimento, produzindo a convicção inteligente. Ele deve instruir mais que comover (cf. 2Tm 2.2,24 ARA). Se o objetivo primordial do pregador é o conhecer Deus e, a seguir, tornar Deus conhecido, o estudo da teologia é absolutamente necessário ao seu sucesso.
Afirma John Henry Newman: “O falso pegador tem de dizer alguma coisa; o verdadeiro pregador tem alguma coisa para dizer”.
Charles H. Spurgeon afirma: “... Nunca teremos grandes pregadores enquanto não tivermos grandes teólogos. Não espere de estudantes superficiais, grandes pregadores que convençam almas”.
Augustus H. Strong afirma: “Pequenas divergências da doutrina correta da nossa parte podem ser danosamente exageradas naqueles que nos sucederem. 2Tm 2.2: ‘E o que de mim, entre muitas testemunhas, ouviste, confia-o a homens fiéis, que sejam idôneos para também ensinarem os outros’”.

8) A Necessidade da Teologia Sistemática Revela-se na Íntima Conexão entre a Doutrina Correta e o Firme e Agressivo Poder da Igreja.
A segurança e o progresso da Igreja dependem do “padrão das sãs palavras” (2Tm 1.13), e de ser “coluna e esteio da verdade” (1Tm 3.15). O entendimento defeituoso da verdade, mais cedo ou mais tarde, resulta em falhas de organização, de operação e de vida. A compreensão integral da verdade cristã como um sistema organizado fornece, por outro lado, não só uma incalculável defesa contra heresia e a imoralidade, mas também indispensável estímulo e instrumento no agressivo labor da conversão do mundo.
Há muitas igrejas corcundas por lhes faltarem em suas estruturas e pregações a espinha dorsal da Teologia Sistemática. A teologia sistemática é a espinha dorsal do corpo de Cristo.


Finalizo com as penetrantes palavras de Oséias 14.9 que diz: “Quem é sábio, que entenda estas coisas; quem é prudente, que as saiba, porque os caminhos do SENHOR são retos, e os justos andarão neles, mas os transgressores neles cairão”.

Soli Deo Gloria!

segunda-feira, maio 25, 2009

O Teológo é um Crente?

O cristão é um crente em Jesus Cristo. Esse fato óbvio não deveria escapar de nós! A palavra do evangelho se apodera de nós e, pelo poder do Espírito Santo, leva-nos das trevas para a luz, isto é, leva-nos a Cristo. O evangelho é a mensagem do reino de Deus como ela vem por meio da pessoa e obra de Jesus de Nazaré. O evangelho se centra no nascimento, vida, morte, ressurreição e ascensão de Jesus como o modo de Deus nos salvar da morte e nos fazer membros do seu reino eterno.
Assim como começamos a vida cristã colocando toda a nossa confiança no Cristo do evangelho, da mesma forma continuamos na vida cristã. O evangelho não somente nos traz o novo nascimento e fé como cristãos; ele é o meio de Deus nos salvar totalmente. O evangelho é o poder de Deus para a salvação (Rm 1.16), e isso significa o todo da salvação para a pessoa como um todo. Dessa forma, o evangelho nos converte, o evangelho nos sustenta na vida cristã e nos traz à maturidade e o evangelho nos traz à perfeição por meio da nossa ressurreição dentre os mortos.
Uma parte importante da salvação é ter a nossa mente e vontade rebeldes transformadas de forma que se tornem obedientes à Palavra de Deus. O cristão não pode mais pensar como um humanista ateu. A mente que suprime a verdade é sobrepujada pelo Espírito Santo, que a faz aceitar e crer no evangelho. Essa renovação da mente é um processo contínuo (Rm 12.2), e isso significa que o cristão desenvolve a mentalidade do teísmo cristão. Visto que nossa perfeição não é alcançada nesta vida, todos retemos certa medida de pensamento humanista. Devemos lutar continuamente para sobrepujar este mal por meio do poder do evangelho.
Como teólogos bíblicos, não somente cremos, mas também entendemos e aceitamos a palavra de Deus como auto-atestadora. Fazemos mais do que simplesmente descrever o que está na Bíblia. Sentamos sob a autoridade da Palavra de Deus e procuramos descrever o que sabemos ser o conteúdo da Palavra de Deus unificada e auto-consistente.
Infelizmente, o teólogo bíblico pode comprometer o princípio da Palavra de Deus auto-atestadora, e aplicar critérios antibíblicos para avaliar a natureza da Bíblia e sua mensagem. Ele então rearranjará suas partes, reconstruirá sua história, removerá os textos que não se encaixam na sua filosofia particular e reinterpretará o todo à luz das suas próprias pressuposições, que são o produto de um pensamento que nega a Deus. Muitos teologias bíblicas tem sido escritas nas quais as pressuposições bíblicas foram rejeitadas em favor de pressuposições humanistas.

quarta-feira, maio 14, 2008

Quais São os Principais Dogmas do “Teísmo Aberto”?

O Teísmo Aberto ou Teologia Relacional é um movimento teológico que está emergindo com força nos arraiais evangélicos. Essa nova onda teológica tem tentando, pelos seus expositores, solapar os fundamentos do Teísmo Clássico fazendo afirmações que diminui o Deus revelado na Bíblia, tornando-O nada mais do que "um deus segundo a imagem de seus proponentes".
Como expositores da verdade revelada devemos está ciente destes pressupostos de teólogos que ao contemplarem a árvore perderam de vista a floresta. Com uma hermenêutica nada plausível, os proponentes do Teísmo Aberto expõem um "Deus" que está "aberto", que está aprendendo e que não conhece o futuro.
Abaixo estão os principais dogmas do Teísmo Aberto. É com estas pressuposições que os “teístas abertos” se aproximam da Bíblia e a interpretam:

1. O maior atributo de Deus é o amor.
Este atributo de Deus é freqüentemente elevado acima de Seus outros atributos e usado para interpretar Deus como sendo um cavalheiro cósmico que deseja que todos sejam salvos, lamentando a perda deles.

2. O livre-arbítrio do homem é verdadeiramente livre no sentido libertariano.
A. O livre-arbítrio do homem não foi restringido por sua natureza pecaminosa, mas é igualmente capaz de fazer escolhas entre opções diferentes.
B. Por contraste, o livre-arbítrio compatibilista declara que uma pessoa é restringida e afetada por sua natureza e que sua natureza não somente afeta as escolhas de seu livre-arbítrio, mas também limita sua capacidade de igualmente escolher entre opções diferentes.

3. Deus não conhece o futuro.
A. Deus não pode conhecer o futuro porque Ele não existe, ou...
B. Porque Deus escolheu não saber o futuro, mesmo se Ele pudesse ser conhecido.

4. Deus Se arrisca.
A. Porque Deus não conhece o futuro exaustivamente, Ele deve Se arriscar com as pessoas cujas escolhas futuras do livre-arbítrio são desconhecidas.

5. Deus aprende.
Porque Deus não conhece o futuro exaustivamente, Ele aprende com as realidades do futuro que acontece.

6. Deus comete enganos.
Porque Deus não conhece todas as coisas e porque Ele está tratando com criaturas com livre-arbítrio (cujas futuras escolhas Ele não conhece), Deus pode cometer enganos no tratamento com as pessoas. Então, Deus conseqüentemente mudará Seus planos.

7. Deus muda Suas decisões.
Deus pode mudar Suas decisões sobre assuntos dependendo do que Ele aprende e do que Ele descobre com as ações das pessoas. Geralmente a mudança de decisão de Deus é devido a Ele ser surpreendido por algo que Ele não planejou ou não esperava.

Como você vê, o Teísmo Aberto apresenta uma visão de Deus contrária ao cristianismo clássico e histórico, o qual vê Deus como soberano, conhecer de tudo e imutável.

sábado, março 24, 2007

EL - SHADDAY: Suas Conotações.

A expressão El - Shadday tem a conotação de Deus ( El ) Todo-Poderoso (Shadday). Mas a lingua hebraica é muitíssima rica em conotações. Por isso, ampliando o pensamento, podemos destacar que El Shadday significa, também, o Deus Forte, Supremo que é Suficiente. El = Deus Forte, Deus Supremo; Shadday = que é Suficiente, originado de "day" = suficiente. E também pode destaca-se que Shadday vem de outra raiz hebraica, "shad" = seio. Então, El - Shadday é, por assim dizer, o Deus que amamenta, alimenta, sustenta. Note esta conotação com o caso do velho Abraão e a velha Sara (cf. Gn 17.1), impossibilitados de gerarem, o SENHOR Deus apresenta-Se como o Deus que lhes amamenta, alimenta, sustenta, ou seja, o Deus que, mesmo estando eles debilitados em suas velhices, os vitaminará, os tonificará como, se assim posso dizer, uma mãe alimenta seu filhinho debilitado, sem forças, necessitado de vitaminas para levá-lo a uma vida sadia e cheia de energias..... Assim, amados, glorifiquemos e prostemos-nos diante do El - Shadday!!!
Ele é o Deus que é Suficiente (EL - SHADDAY). De nada precisa e de ninguêm é servido.
Graça e Paz da parte daquEle que existe de Si e para Si.
Pois,
Deus tem em Si mesmo, e de Si mesmo, toda a vida, glória, bondade e bem-aventurança (Jo 5.26; At 7.2; Sl 119.68; 1Tm 6.15; Rm 9.5). Ele é todo-suficiente em Si e para Si, pois não precisa das criaturas que trouxe à existência, não deriva delas glória alguma, mas somente manifesta a Sua glória nelas, por elas, para elas e sobre elas (At 17.24,25). Ele é a única origem de todo o ser; dEle, por Ele e para Ele são todas as coisas (Rm 36; Is 40.12-17) e sobre elas tem Ele soberano domínio para fazer com elas, para elas e sobre elas tudo quanto quiser (Dn 4.25; Ef 1.11). Todas as coisas estão patentes e manifestas diante dEle (Hb 4.13); o Seu saber é infinito, infalível e independente da criatura (Rm 33.,34; Sl 147.5), de sorte que para Ele nada é contingente ou incerto (Is 46.9-11; At 15.18; Ez 11.5). Ele é santíssimo em todos os Seus conselhos, em todas as Suas obras e em todos os Seus preceitos (Sl 145.17; Rm 7.12). Da parte dos anjos e dos homens e de qualquer outra criatura lhe são devidos todo o culto, todo o serviço e obediência, que Ele houver por bem requerer deles (Ap 7.11,12; Ap 5.12-14). Fonte: Confissão de Fé de Westminster.
Medite: "Deus cria a partir do nada. Portanto, enquanto o homem não se reduzir a nada, Deus não poderá fazer nada com ele".
(Martinho Lutero).

segunda-feira, março 05, 2007

Páscoa e Pentecoste


Leitura Seleta: Ex 12.26-27 e At 2.01.


Comentário: Iremos falar na dissertação deste sermão, sobre as duas principais bases do cristianismo, as duas bênçãos decorrentes da Salvação em Jesus Cristo – Sangue e Fogo.
Estudando a Escritura, observamos que Sangue e Fogo são como dois trilhos, sobre os quais corre o trem da Salvação.

Ex Cap. 12:

01. Deus ordenara um cordeiro para cada família para o livramento – v.02.
02. O cordeiro era assado no fogo. Implica Jesus o Cordeiro de Deus no fogo do sofrimento pela humanidade – v.9.
03. Salvação é para ser aceita hoje. Não poderia deixar o cordeiro para o dia seguinte – v.10.
04. A Páscoa é à noite e o Pentecoste é pela manhã. O clamor da Páscoa e o clamor do Pentecoste.
05. Páscoa tem sangue e o Pentecoste tem azeite – Lv 14 – A lei da purificação do leproso. Contonete um lado tem sangue e o outro tem azeite. O sangue purifica da sujeira da cerrinha da surdez espiritual. O azeite ungi par ouvir as ordenanças divinas.
06. Páscoa tem cordeiro e o Pentecoste línguas de fogo.
07. Páscoa tem libertação e o Pentecoste tem unção. Páscoa tem proteção e o Pentecoste tem revestimento.
08. Na Páscoa a partir da meia-noite há clamor de morte, de desespero, de perca dos primogênitos, dos queridos dos herdeiros.
No Pentecoste a partir da manhã há clamor de vida, de línguas, de som como de um vento. Ganha dos queridos e herdeiros da promessa.
09. Páscoa é pela noite e Pentecoste é pela manhã – At 2.15.
10. Páscoa há carne assada no fogo, pães ázimos e ervas amargas.
Pentecoste som como de vento, línguas como que de fogo e o Espírito Santo que é doce (símbolo do Espírito Santo - pomba).
11. Páscoa, todos estavam em suas casas.
Pentecoste, todos estava no mesmo lugar – cenáculo – templo.
12. Na Páscoa, não estavam todos reunidos, somente em famílias.
No Pentecoste, estavam todos reunidos, independentes de serem parentes.
13. Na Páscoa tem o cordeiro assado no fogo.
No Pentecoste a Igreja assada no batismo de fogo.
14. Na Páscoa, o sangue estava somente nos umbrais e na verga da porta, nas casas em que o comerem – Ex 22.7.
No Pentecoste, o Espírito Santo encheu toda a casa onde estavam sentados – At 2.2.
15. Na Páscoa, Deus passa por cima para não destruir as casas marcadas com sangue – Ex 12.13.
No Pentecoste o Espírito Santo entrou na casa ou templo para construí e edificar a Igreja – At 2.2.
16. Na Páscoa, não há visão do destruidor, porque eles estavam dentro das casas com as portas fechadas – Ex 12.23.
No Pentecoste, há visão de línguas como de fogo, porque eles estavam dentro da casa com a porta aberta – At 2.3.
17. Na Páscoa porta com sangue e no Pentecoste porta com fogo. Ninguém sairia da porta da Páscoa enquanto a porta do Pentecoste não se abrir – Ex 12.22.
18. Na Páscoa, Deus ver o sangue – Ex 12.23. E no Pentecoste Deus ver a obediência e perseverança dos santos – Lc 24.49, At 1.8.
19. Na Páscoa, sai um povo para a liberdade.
No Pentecoste sai um povo para proclamar a liberdade.




Soli Deo Gloria!

As Obras do Espírito Santo.


O Espírito Santo como Ser Pessoal é o agente executivo da Trindade: Tudo quanto Deus faz, Ele o faz por meio de Seu Espírito[1]. Todavia, deve-se ressaltar que Ele é o agente, não uma agência[2].
Outra coisa que devemos ter em mente com respeito à obra do Espírito Santo, é que precisamos lembrar a verdade que todas as Pessoas da Trindade são ativas na obra de cada Pessoa individual. Alguns nos dizem que Deus Pai operou na Criação, que Deus Filho operou na Redenção e que Deus Espírito Santo operou na Salvação. Mas isso não é verdade, pois em cada manifestação das obras de Deus, a Trindade total se mostra ativa; o Pai é o Autor, o Filho é o Executor e o Espírito Santo é o Ativador de cada ato[3]. Destaca-se que o ato de cada Pessoa da Trindade é um ato de um único Ser. Por isso, podemos afirmar que o Pai amou o mundo (Jo 3.16), o Filho amou o mundo e o Espírito Santo amou o mundo. Mas, ao mesmo tempo, devemos reconhecer os papeis funcionais de cada Pessoa da Trindade. Ou seja, não foi o Pai que morreu na cruz, mas o Filho; não foi o Filho que veio no dia de Pentecoste, mas o Espírito Santo[4]. Em especial, destacamos as obras do Espírito Santo.

1. Sua Obra:
1) Em Relação ao Universo Material.
a) Criação – Gn 1.2,3; Jó 33.4; Sl 33.6.
b) Preservação e governo – Jó 26.13; 33.4; Sl 104.30; Is 40.7.

2) Em Relação aos Homens Não-Regenerados.
a) O Espírito luta com eles (Gn 6.3).
b) O Espírito Santo testifica-lhes[5] (Jo 15.16; At 5.30-32).
c) O Espírito Santo convence-os[6] (Jo 16.8-11).

3)Em Relação aos Crentes.
a) O Espírito Santo regenera (Jo 3.5,6; Tt 3.5).
b) O Espírito Santo batiza no Corpo de Cristo (1Co 12.12,13).
c) O Espírito Santo habita na Igreja (1Co 3.16,17; Rm 8.9). E Governa a Igreja:
(1) Decisões – At 15.28 e
(2) Vocação de Seus servos – At 13.2; 20.28.

d) O Espírito Santo habita no crente (1Co 6.15-19; Rm 8.9,11).
e) O Espírito Santo é o selo, tornando o crente em Cristo Sua propriedade (Ef 1.13; 4.30; 2Co 1.22).
f) O Espírito Santo é o penhor, garantia da redenção dos santos (Ef 1.14).
g) O Espírito Santo guia a todos os filhos de Deus (Rm 8.14). O Espírito Santo nos guia:
(1) em toda a verdade (Jo 16.13);
(2) para serviços especiais (At 13.2,4);
(3) em serviço (At 8.27-29).

h) O Espírito Santo testifica da nossa filiação (Rm 8.15,16).
i) O Espírito Santo vivificará os corpos dos santos (Rm 8.11).
j) Pelo Espírito Santo os santos mortificam as obras do corpo (Rm 8.13).
l) O Espírito Santo ajuda em nossas fraquezas (Rm 8.26).
m) O Espírito Santo intercede pelos santos (Rm 8.26,27).
n) O Espírito Santo transforma os santos de glória em glória (2Co 3.18).
o) O Espírito Santo fortalece os santos (Ef 3.16).
p) O Espírito Santo enche os santos (Ef 5.18-20).
q) O Espírito Santo liberta[7] os crentes (Rm 8.2).
r) O Espírito Santo equipa para o trabalho:
(1) iluminando (1Co 2.12,14);
(2) instruindo (Jo 16.13,14) e
(3) capacitando (At 1.8; 1Ts 1.5; 1Co 2.1-5).

s) O Espírito Santo produz o fruto das graças cristãs (Gl 5.22,23; comp. Rm 5.5; 14.17; 15.13).
t) O Espírito Santo possibilita todas as formas de comunhão com Deus, através da:
(1) oração (Jd 20; Ef 6.18; Rm 8.26,27);
(2) adoração e louvor (Fp 3.3; At 2.11) e do
(3) agradecimento[8] (Ef 5.18-20).

u) O Espírito Santo confere dons – 1Co 12.4-44.
v) O Espírito Santo opera a santificação – 2Ts 2.13; 1Pe 1.2.

4) Em Relação ao Senhor Jesus Cristo.
a) O Espírito Santo glorificá-lo-á (Jo 16.14).
b) O Espírito Santo testificará dEle (Jo 15.26).
c) O Espírito Santo convencerá[9] o mundo da fé em Cristo, da justiça de Cristo e do juízo de Cristo Jesus (cf Jo 16.8-11).
d) O Espírito Santo lembrará as Palavras de Cristo (Jo 14.26).

4.1. Outras Relações do Senhor Jesus com o Espírito Santo:
a) Concebido pelo Espírito Santo (Lc 1.35).
b) Ungido com o Espírito Santo (At 10.38; cf. Is 61.1; Lc 4.14-18; Is 11.2; Mt 12.17,18).
c) Guiado pelo Espírito Santo (Mt 4.1).
d) Cheio do Espírito Santo (Lc 4.1; Jo 3.34).
e) Realizou Seu ministério no poder do Espírito Santo (Lc 4.18,19).
f) Realizou milagres pelo Espírito Santo – Mt 12.28.
g) Ofereceu-Se em sacrifício pelo Espírito Santo (Hb 9.14).
h) Ressuscitado pelo poder do Espírito Santo (Rm 1.4; 8.11).
i) Deu mandamentos aos apóstolos após a ressurreição por intermédio do Espírito Santo (At 1.1,2).
j) Doador do Espírito Santo (At 2.33).


5. Em Relação às Escrituras Sagradas.

a) O Espírito Santo é o Autor das Escrituras (2Pe 1.20,21; 2Tm 3.16[10]).
b) O Espírito Santo é o Perscrutador das Escrituras (1Co 2.10,11).
c) O Espírito Santo é o Revelador das Escrituras (1Co 2.10,12).
d) O Espírito Santo é o Inspirador das Escrituras (1Co 2.13).
e) O Espírito Santo é o Intérprete das Escrituras (Ef 1.17; 1Co 2.9-14; Jo 16.14-16).
f) O Espírito Santo é o Iluminador das Escrituras (1Co 2.13-15; Ef 1.17,18[11]).
g) Revela os eventos futuros – Lc 2.26; Jo 16.13; At 11.28; 1Tm 4.1.

O Espírito Santo é o Autor das Escrituras, pois foi Ele que moveu ou impeliu os escritores bíblicos. A NVI[12] diz: “...pois jamais a Profecia teve origem na vontade humana, mas homens [santos] falaram da parte de Deus, impelidos[13] pelo Espírito Santo” (2Pe 1.20,21). Sim, a origem das Escrituras não se reporta aos escritores, mas ao Espírito Santo que os movera dando-lhes as Palavras e garantindo que aquilo que escrevessem era precisamente aquilo que Deus tencionava que escrevessem para a comunicação da Sua verdade. Ou seja, “A Escritura nem é dada pelo homem (v.21) nem por ele interpretada (v.20); o Espírito realiza as duas tarefas”[14].
O Espírito Santo sonda as profundezas de Deus e conhece os pensamentos de Deus. E então, Ele revelou Suas descobertas aos apóstolos e profetas (Ef 2.20-22). E comunicou através destes servos de Deus aquilo que revelou para eles, fornecendo-lhes pessoalmente as Palavras. Como também, Ele iluminou a mente dos ouvintes, de modo que pudessem discernir ou interpretar aquilo que havia revelado os apóstolos e profetas (e através deles); e continua essa obra de iluminação, bem com de interpretação, hoje, naqueles que desejam recebê-la[15].
[1] Charles Hodge, Teologia Sistemática, São Paulo, Editora Hagnos
[2] Charles Hodge, idem ibidem.
[3] Emery H. Bancroft em Teologia Elementar – Editora Batista Regular.
[4] Como foi dito no Módulo 04 – Teontologia: Um Tratado do Ser de Deus, pg. 45: “Quando as Escrituras abordam o modo como Deus Se relaciona com o mundo, tanto na criação quanto na redenção, afirmam que as Pessoas da Trindade têm funções ou atividades primordiais diferentes. Isso já foi chamado de “economia da Trindade”, sendo o termo economia usado no sentido obsoleto de “ordenamento de atividades””. Para maiores detalhes consultes as Teologias Sistemáticas, como por exemplo a de teólogos como: Wayne Grudem; Charles Hodge; Chafer e outros.
[5] O Espírito Santo testifica aos não salvos por meio da verdade concernente a salvação em Jesus Cristo.
[6] O Espírito Santo, mediante o uso da verdade, pois a verdade é Sua espada (Ef 6.17), luta com os homens, por assim dizer, e leva-os à convicção.
[7] Há três leis descritas por Paulo nos capítulos 7 e 8 de Romanos. Paulo fala da “Lei de Deus” (7.22) na qual ele tem prazer. Esta Lei é santa (7.12). Mas o apóstolo nota “...outra lei, que batalha contra a lei do [seu] meu entendimento, e [que o] me prende debaixo da lei do pecado que [estava] está nos meus membros” (7.23). E isto o levou a dizer: “Miserável homem que eu sou! Quem me livrará do corpo desta morte?” (7.24). Louvado seja Deus, pois o apóstolo encontrou a solução, e então ele exclama: “Dou graças a Deus por Jesus Cristo nosso Senhor. Assim que eu mesmo com o entendimento sirvo à Lei de Deus, mas com a carne à lei do pecado” (7.25). Agora, em Cristo Jesus, “...nenhuma condenação há...” (8.1), “Porque a Lei do Espírito de Vida, em Cristo Jesus, [o] me livrou da lei do pecado e da morte” (8.2). A Lei do Espírito de Vida, em Cristo Jesus, nos concede vitória sobre a lei do pecado e da morte.
[8] A vida cheia do Espírito Santo é uma vida de ações de graças e de ações motivadas pela graça soberana de Deus.
[9] O Espírito Santo condenará e desmascarará o pecado, revelando sua natureza verdadeira em termos de incredulidade, mostrando a necessidade da fé em Cristo para a salvação. Mais ainda, o Consolador vindicará a justiça de Cristo. Esta justiça será vindicada pelo fato de o Pai aceitá-LO. Sim, o Pai só reconcilia o pecador Consigo pela justiça de Cristo (cf 2Co 5.18-21). A vitória do Cristo ressurreto é o penhor da derrota final do príncipe deste mundo. O juízo resulta inevitavelmente do ato divino em redenção. O Pai entregou a Cristo todo o juízo (cf. Jo 5.22-30)
[10] As Escrituras são produto de divina expiração (“soprada por Deus”) “O que ela afirma é que as Escrituras devem sua origem a uma atividade de Deus o Espírito Santo e são, no mais elevado e mais verdadeiro sentido, Sua criação. É sobre este alicerce de origem divina que todos os altos atributos das Escrituras são construídos”. Benjamin B. Warfiel em Inspiração e Autoridade da Bíblia, citado por Geoffrey B. Wilson em As Epístolas Pastorais – PES.
[11] A palavra “espírito” aqui tem sido entendida por diversos comentaristas como referindo-se ao Espírito Santo, ou à Sua influência (vd. Vincent, Alfrod, Wuest, Foulkes, Russel Shedd, Champlin, Salmod, Hendriksen, entre outros).
[12] Nova Versão Internacional.
[13] O termo grego que a NVI traduz por impelidos é fero/menoi = pherómenoi = “sendo levados”. O termo grego é um particípio presente da voz passiva, “ser levado”, “ser movido”. A palavra era usada para descrever os navios levados pelo vento (cf. At 27.15,17) e a metáfora, aqui, é que os profetas levantaram suas velas, por assim dizer (eram obedientes e receptivos), e o Espírito Santo as inflava e dirigia suas embarcações na direção que quisesse. Homens falaram: Deus falou. Confira em Chave Lingüística do Novo Testamento Grego – Fritz Rienecker & Cleon Rogers – Edições Vida Nova, bem como em Michael Green em Segunda Epístola de Pedro e Judas – Introdução e Comentário – Série Cultura Bíblica – Edições Vida Nova & Editora Mundo Cristão. A BLH traduziu o termo grego fero/menoi = pherómenoi = “sendo levados”, como “guiados”. A BJ concorda com a tradução da NVI, traduzindo como “impelidos”. Já a ARA traduziu como “movidos”. A Bíblia ACF concorda com a Versão Revista e Atualizada, Tradução Portuguesa da VULGATA LATINA, Pelo Padre Antônio Pereira de Figueiredo um dos maiores latinistas do seu tempo, e a traduz como “falaram inspirados”.
[14] Michael Green, idem ibidem.
[15] John R. W. Stott em A BÍBLIA: O Livro Para Hoje – ABU Editora S/C.